sexta-feira, 22 de junho de 2012

Epitáfio de gelo.

Essa pequena mancha no tecido fino,
acreditou ter ossos para suportar um nome.
Mas sua inexistência nem de tinta era,
sua pequena alma feita de lágrimas
misturadas com a poeria que encontrou ao acariciar,
ingenuamente,
o rosto de um anjo que cuspiu em Fevereiro.

Apodrecia noite-dia, e o aroma adoecia arredores.
-Sim, essa é sua vontade!!-Gritou Alice para Teresa.
Mas não tinha joelhos para cair.
Os rabiscos que refletíram seu pulso.
Ousou queimar braços ao pedir socorro.
Ja não havia ouvido que aguentasse seu silêncio,
ou vaso que coubesse seu vômito.
E mesmo doendo pedras, continuou a tortura da Língua
Mesmo sangue, mesma rosa, lágrimas e olhos.
Amou aqueles que lhe negaram a estupidez.
Suou para arrastar uma página de vácuo.
Mas não havia azul tão belo como o vazio de seu rosto.

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