Caminha sobre os cristais de vidro,
que refletem a si melhor que ela.
O fogo que arde entre as cicatrizes
monótona autoretrato que não pintou.
Seu sangue, sua tinta.
E os segundos que gemiam em suas mãos
agora acariciam suas vértebras.
Viu o passado apodrecer sua voz.
Os restos que lhe enojam,
desfiam-lhe o vestido de mármore.
Esfaqueou seu rosto em busca do motivo.
Sentou na calçada buscando
o bater de um coração proibido.
Arrastou sua vítima noite adentro,
e bebeu de seu silêncio.
Confortando sua incompetência
até o fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário