Vivendo entre o céu e o inferno
são despejadas as taças do vinho doce
limparam as bocas com panos do meu sangue.
Deveria ser a menina da moldura
mas sou a mulher invisível
Deveria ser reflexo
mas sou o espelho
Falo com os olhos e as mãos.
Vivo em um texto sem pontos
começo, meio ou fim
mas anjos lêem minha história.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A morte da rosa
Delicadamente bela
a rosa do jardim de margaridas brotou
Com a beleza de seus espinhos
e o perigo das pétalas
Dançava no ritmo do silêncio do vento
acompanhando o Sol durante o dia
Ansiava por atenção e alguma companhia
Um dia foi colhida
e acolhida
Mas não acreditava na esperança que sentia
e sempre se perguntava
por que procuram uma rosa no meio de margaridas?
Da natureza do jardim foi salva
Daquela que tanto a desprezava
Durou uns dias
Mas os poucos que durou
Foi feliz
E pode morrer com suas pétalas intactas
a rosa do jardim de margaridas brotou
Com a beleza de seus espinhos
e o perigo das pétalas
Dançava no ritmo do silêncio do vento
acompanhando o Sol durante o dia
Ansiava por atenção e alguma companhia
Um dia foi colhida
e acolhida
Mas não acreditava na esperança que sentia
e sempre se perguntava
por que procuram uma rosa no meio de margaridas?
Da natureza do jardim foi salva
Daquela que tanto a desprezava
Durou uns dias
Mas os poucos que durou
Foi feliz
E pode morrer com suas pétalas intactas
quinta-feira, 16 de junho de 2011
B.O
Quando a muda virou artista
O julgamento apagou sua expressão
E silenciou seus pensamentos
Roubou-lhe os olhos
Roubou-lhe a liberdade
Proibiu-a de chorar
Costurou um sorriso no seu rosto
com arame farpado.
Enterrou-a viva
Aos olhos do público
aqueles que diziam protegê-la
eram apenas anjos injustiçados
E a hipocrisia os protegeu do julgamento
Ela encontrou no suicídio a salavação
Mas ele fora banido do país das maravilhas
Restara um corpo
E um coração amarrado
A misericordiosa morte ouviu suas preces
Mas foi barrada
Pois as chaves de sua alma
também haviam sido roubadas.
O julgamento apagou sua expressão
E silenciou seus pensamentos
Roubou-lhe os olhos
Roubou-lhe a liberdade
Proibiu-a de chorar
Costurou um sorriso no seu rosto
com arame farpado.
Enterrou-a viva
Aos olhos do público
aqueles que diziam protegê-la
eram apenas anjos injustiçados
E a hipocrisia os protegeu do julgamento
Ela encontrou no suicídio a salavação
Mas ele fora banido do país das maravilhas
Restara um corpo
E um coração amarrado
A misericordiosa morte ouviu suas preces
Mas foi barrada
Pois as chaves de sua alma
também haviam sido roubadas.
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