Há dias que as metáforas não explicam
que apenas as reticências entendem.
Os tiros no peito,
que surgem quando fita-se um Ego,
enquanto limpa o cuspe do rosto sujo.
Os rascunhos não são dignos da companhia
do pó deste sótão rubro.
As teias que oscilam com gotas
da úmida madrugada sem sorriso.
As estrelas que acodem emergências
na falta de um olhar que cale os pulsos.
Horas sem segundos para
quebrar janelas e libertar espíritos em sépia.
O papel que me nega os versos.
Temendo o acaso que tortura nos
delírios da inconsciência.
Repousar a face em um coração
pulsante,
ouvir a melodia de seus tiros,
e chorar estes traços.
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