segunda-feira, 28 de maio de 2012

O suicídio de Mary

Novas perspectivas, novas perspectivas
sussurre-as em seu ventre
Adicione parênteses entre as vírgulas
Não morda seus lábios ensanguentados
Não respire ao contar

Ela já está em cima da mesa
Seu passado ri de sua nudez
Aquele retrato quebrado sorrindo..

Não varreu a casa
Não lavou o rosto
Crianças assistem da janela
Não foi o suficiente
Apenas versos ruins
sobre noites ruins


Anunciado o pôr-do-sol
Questinova-se:
"Se o futuro não é nosso para ver
por que vejo flores em minha cama?"
Já vejo flores em minha cama
Há flores em minha cama
São lindas...e frescas..

Mais do mesmo
O futuro beijou-a
A chuva batia na porta
Estava trancada pela chave sufocada
por mãos tão geladas.

sábado, 26 de maio de 2012

Do inverno.Das aves.

Rasgarar as vendas
e depois tecê-las novamente.
O retorno da melancólica dúvida.

Mascaramos esses fatos inevitáveis com coincidências que mordem os pés,
pedindo perdão às verdades cruéis
à nos seduzir com a tortura de palavras gentis
temendo cair em braços metáforicos.

Assinar com uma lágrima
e queimar as cartas,
que nunca foram recíprocas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Meu querido Holden,

Escrevo, penso e depois o mesmo
condeno a minha memória seletiva masoquista,
o egocentrismo das sombras berram
e jurados mudos ficam surdos.
O preto e o branco enfim, dominam.
O gelo da consciência congela o lago.
E as asas.
Me perdoe, mais uma vez apenas.
...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Aqui jaz Teresa


Esperando a volta de um tempo perdido
Perdida em um tempo da volta da espera
na tentativa de extender um momento:
que ingenuidade memorável,
estupidez poética.
Beberemos enquanto rimos
no leito de morte.

                                               
Esse perfume de flores secas
que disperta minha insatisfação
poderia também matar o corvo?
Sua voz oscila em minha mente
o violino de minha orquestra.
Aceito a queda,
questiono o desfecho
mas não temo.
Que seja de braços abertos,
pouco importa a origem recepção.
Apenas seja breve e nada mais.

domingo, 20 de maio de 2012

O colecionador de lembranças.



Acordar todos os dias, trilhar o mesmo segmento desse caminho

atravessar um horizonte que aumenta a cada lágrima

seria errado beber antes de sair?

A passar por uma galeria, e observar os mesmo quadros

ao desbotar das cores que escorrem, e renascem a cada manhã

Milagres que desaparecem enquanto um peso cai dos ombros

nossos caminhos foram cruzados e agora coleciono lembranças

viver todos os momentos antes de dormir, sorrindo sem os lábios

que fração infinita de tempo trilhamos,

aqui estamos. Sempre.

E além das respostas, seguro em sua mão.

E ouso possuir meu futuro quando digo que jamais soltarei.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Exclamações


A guerra dos contrastes matando seu público,
as vítimas rastejam ao correio
imploram socorro,
e onde estárá?

Uma explosão de cartas que assassinam
a consciência,
atenuam o pesar
e a morte da vitória.

Mais uma taça de vinho,
manchando a mágoa que carrega a luz
Seu embebedar tão poético
e tão absurdamente estúpido, disse ele.
Confortam-me as palavras de ódio
de ingratas filhas da luz que oscila
no ritmo de uma inexplicável inquietação
oriunda de um futuro incerto,
e um presente tão comovente e irrelevante
seu valor semelhante ao de uma ideia esquecida..

Basta!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ao abrir os olhos

Ao abrir os olhos.

O castigo não cessa.
Nos põe a prova.
Com as mais absurdas justificativas
alimentando o ego dos superiores.
Respostas à guilhotinar a procura
à proibir as reticências

.

Ensine-nos a matar
ao invés do absoluto
Ensine-nos a lutar
ao invés do absoluto
Ensine-nos a gritar
ao invés do absoluto
Ensine-nos a sangrar
ao invés do absoluto
Ensine-nos a finalizar...

-Que assim seja!

não.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Amor não é verbo

Amor não é verbo.

Introdução(Aviso): Amor não é verbo. Não transita ainda que recíproco. Um sentimento..talvez, mas prove que é amor e não dor de barriga (Carol Carolina). Não é infinito. Não é lindo. Não é puro. O amor é uma ideia criada por um grupo indefinido de iludidos e escravos de palpitações cardíacas baseado em símbolos e clichês, e com uma duração que supostamente iria além da existência humana ( até que a morte nos separe? (?)). Sentir algo por alguém existe. Não é necessário nomear ou definir, a pureza está no sentimento, este não precisa de definição duração,intensidade, número, gênero, etc, etc. O amor mais puro que já senti foi por um personagem. Pode parecer infantil? Impossível? Mas eu senti. E sei que senti. Basta. Ele não vai me mandar flores e dizer que me ama, mas se significa algo pra mim é suficiente. Não sofri nenhuma decepção amorosa se é o que está pensando. Este poema não é sobre amar alguém e não ser correspondido (tema original). Se está procurando isso pare agora. É a minha visão sobre esse nome, sentimento, seja o que for. Minha visão é detestável pois o ser humano precisa acreditar em algo, mesmo que esse algo seja criado. Se ele acreditar fielmente em sua ideia firmará sua existência no mundo. Pra mim, isso é o amor. Uma ideia. Sustentada por tantos fiéis. (Qualquer semelhança não é mera coincidência). Mas não deixa de ser uma ideia. Certa ou errada? Ninguém pode definir, porque é apenas uma suposição, interpretação de sentimentos aliados a sintomas físicos. Não sinto raiva de quem acredita, esse texto não é uma crítica sobre o amor.Interprete-o como queira, não obrigo-lhe a nada. Se quiser compartilhar ideias semelhantes, leia. Se não, continue acreditando. Acreditar não é errado. É apenas um verbo inocente...(?)



Amor não é verbo.



Dissertar sobre algo que não existe
Loucura? Não, apenas paradoxo
esse é o tema.

A incompreensão humana
infinatamente teimosa.
Nomeram o peso do vazio.
Daquele que corrói o seu ego.
Que estimula sua hipocrisia. (?)

A dor é real.
O motivo é criado.
Portanto, dois fantasmas
mascarados de sentimento.(?)

A ilusão é confortável
inancansável, e infinita.
Como o irreal pode ser infinito?
Pois muitos sustentam sua existência,
tornando-o mais próximo (?)

Costuram seus olhos
sua consciência
a razão. (?)

Limitam seu sonho
a pares definidos
matando a pureza

Definem seu destino
e a direção dos seus objetivos
a um alguém, um.

Sangrar a ingenuidade
impor a dúvida e o medo.
Amarrar suas asas.
Exterminar o espelho
trocá-lo por um par (?)

Alma gêmea.
Vi em ti. (s)
Gritou nos seus olhos...
Suas ideias...
Paradoxo-te. (s)

Mas não choro por não ver-me
não desejo compartilhar-me
mas estou aqui.
E você tão longe... bem na minha frente. (s)
se criaram o amor, criei meu conforto à sua distância (s)
mas estou aqui. (quem?)

O tempo não cura,
não há tempo para o que dura mais do que sua vida
disseram os tolos.
como curar uma ferida que se cria? (?)
Deve-se furar os olhos e deixar Tebas.