sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sem título

Corria nas sombras
Se esquivava dos suspiros
E gritava

No ardente silêncio
caminhava silenciosamente
mas caía em lagos de vaios
de um público surdo
Perdia tudo
e o nada

Seu vazio cantava

Tinha medo de seus sonhos
e receio dos pesadelos
Tinha paixão pelo assassino

Contava o tempo
que apagava sua chama
Que "ele" sempre a acendia

Bate na porta trancada
Privada de si
Até o fim...

?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um Falso Adeus


Olhavam-na com pesar (quanta ousadia!)
O botão que secou antes de florescer
Mas floresceu
E ninguém viu .


À procura de suas lágrimas
Encontraram uma carta
E nada registrava.
Mas o sangue queimava seus olhos.

No veredicto final.
Perdoaram seu assassino.

Despediram-se os culpados
e as vítimas
até o fim da chuva
quando presenciaram o suicídio do sol
e o corvo pousou em seus ombros