sexta-feira, 17 de junho de 2011

A morte da rosa

Delicadamente bela
a rosa do jardim de margaridas brotou
Com a beleza de seus espinhos
e o perigo das pétalas


Dançava no ritmo do silêncio do vento
acompanhando o Sol durante o dia
Ansiava por atenção e alguma companhia


Um dia foi colhida
e acolhida
Mas não acreditava na esperança que sentia
e sempre se perguntava
por que procuram uma rosa no meio de margaridas?


Da natureza do jardim foi salva
Daquela que tanto a desprezava


Durou uns dias
Mas os poucos que durou
Foi feliz
E pode morrer com suas pétalas intactas

Um comentário:

  1. Adorei! Não sou poeta por isso gosto tanto dos poemas dos outros, mas você está realmente de parabéns, L-I-N-D-O.

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