Quando a muda virou artista
O julgamento apagou sua expressão
E silenciou seus pensamentos
Roubou-lhe os olhos
Roubou-lhe a liberdade
Proibiu-a de chorar
Costurou um sorriso no seu rosto
com arame farpado.
Enterrou-a viva
Aos olhos do público
aqueles que diziam protegê-la
eram apenas anjos injustiçados
E a hipocrisia os protegeu do julgamento
Ela encontrou no suicídio a salavação
Mas ele fora banido do país das maravilhas
Restara um corpo
E um coração amarrado
A misericordiosa morte ouviu suas preces
Mas foi barrada
Pois as chaves de sua alma
também haviam sido roubadas.
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