domingo, 29 de julho de 2012

Ponto


Vi o tempo passar,
limpando a poeira dos ponteiros
Respirei algumas vezes,
antes de assinar no destino.

Morri tantas vezes
só de sonhar
Mas não me arrependo
Disto.

(...)

Não tinha casa para guardar
o passado.
Nem sei se tive passado.
Mas tive tantos futuros
que hoje estou aqui.

O calor, o escuro, as vozes.
Parece apenas mais
uma noite de insônia.

O inferno foi existir.
O fogo já incendiou
meu peito várias vezes.
Meu castigo foi acordar,
fiz isso todas as manhãs.

E hoje estou aqui.

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