Do peso. Da culpa. Da duração.
antigos fantasmas temporários na eternidade da espera.
Um passado, uma consequência.
Insolúvel beleza da melancolia
desgastando olhares e abrigos
Da dúvida. Do medo. Do mesmo.
se o Sol vai voltar amanhã?
Sinceramente, não sei.
Evito atravessar essa floresta de espinhos,
caso me leve à lugar nenhum.
Da esperança. Da ingenuidade.
E nos entremeios do intervalo
o parto das ilusões acontecia
concluindo o interminável,
desperdiçando sorriso e sonhos.
As promessas jogadas no escuro, em vão.
Fazem falta tais palavras mortas.
Do espelho.
Borrões nos olhos da máscara.
As rugas na pele recém-nascida.
O início da velhice se rejuvenesce,
eternizando o desgaste.
Do desenlace.
Mais um perdão ao público,
que assiste a lamentável história.
A saída é a esquerda...
Sentirei falta dela também,
considerando que não a conheci.
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