sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coral de monólogos


Tanto. E mais um pouco.
Sempre, e além.
Os mesmos ecos do vazio.

Berros inumanos,
oriundos da incerteza
dos fatos tão irrelevantes
mas tão densamente atravessados
em memórias.

Fugas emprestadas. Emprestadas.
A escuridão insiste em mais uma
tentativa de tornar real
a coincidência.
Estupidamente ingênua.
Masoquista.
(...)Jamais abriu as pétalas.

Mas abriu.
Por acaso? (.)
Com uma doce voz,
acariciando uma única lágrima
(...)
expressando a pureza do "ser"
sendo tão utópico.
O mesmo. Um fim temporário. Um sorriso.
O mesmo...

Ouvindo as mesmas músicas.
Alimentando a hipocrisia de sonhos.
Olhando pela janela.
Ouvindo o canto de urubus.

Passados os passados,
medindo suas influências,
indecisas e polares.
Condição de existência.
Seria essa?

Oportunidades proporcionais ao tempo
jóias desembrulhadas na escalada
polidas por cactos. (?)

Mas que brilham quando raios
de sol as refletem.
E fizeram.
Entre oscilações.

(...)

Tão pouco corri nas artérias cinzas
já vejo rosas em minha cama.
Aquele perfume nas minhas lembranças.

Alguns conseguem.
Outros não.
Ainda serei.
E finalmente me verá.
(Prometendo entre lágrimas).

"Então por que devo acreditar em mim mesmo não em você?"

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